Mais do mesmo na CMLO desmanchar de feira na
Câmara Municipal de Lisboa - imortalizada entre os inefáveis adeptos do sr. professor
Carmona (o técnico
ex officio) e a galeria da putativa oposição (muito
loco dolenti) - é um admiravel espectáculo. Os sintomas são os do costume. O tratamento, mais do mesmo. Não há, portanto, enxerto que lhes valha.
O caso, ainda assim, não deixa de ser curioso pela clientela que amotina. Os bons espíritos, que nestas ocasiões argumentam, expõem-se, inconsoláveis. Nada os demove. Os amigos do sr. professor
Carmona - um génio, com doutoramento e tudo, dizem - abraçam o virtuoso presidente, à falta de memória cívica. Os ausentes da
oposição disfarçam e assobiam abnegadamente para o lado. O dr.
Sá Fernandes tem a cabeça a prémio, se ainda a tiver sobre os ombros. O dr.
Santana arregimenta as tropas, com meia dúzia de girls à ilharga.
Manuel Maria Carrilho, em superstição filosófica, já tinha saído com o seu próprio pé. O dr.
Marques Mendes conta os dias para o final do seu talentoso apostolado. O eng.
Sócrates, depois de correr com o missionário anti-corruptela
Cravinho, quer é que o deixem em paz e não quer falar de eleições, coisa nenhuma (ao que parece o gentio anda a
cismar demais e de bolsos vazios, o que não augura nada de bom). E, enfim, nós próprios andamos muito afadigados. Mas nada de maior. Descansem as nossas leitoras.
Deste modo, o
fait divers da
CML, que a politica
oblige e os indígenas observam (à falta de melhor), é uma usual repetição,
nemine discrepante. Ninguém ignora que nossa paróquia é um cantinho onde toda a gente se conhece, onde andamos alegremente ocupados uns com os outros. Não espanta, pois, que a senhora
Gabriela Seara surja a pagar as moléstias de outros. A coisa era há muito comentada e esperada. O talento dessa gente para tentar desviar atenções e converter a manada politica (coisa que o eng.
Cravinho entendeu por demais e
Sócrates, vaidosamente, galhofou) não é só pouco cavalheiresca, mas insultuosa. O
bloco central continua, assim, no melhor dos martírios. Quase nada o salva. O que virá em seguida, confirmará. Um dia ... qualquer!