sábado, 8 de agosto de 2009


DE ABALADA

Este viçoso estabelecimento, onde se lavram protestos & se limam louvores variados, parte de novo para as terras do sul do Reyno. Iremos aportar no (sempre) temeroso Allgarve (tás desculpado Ó Manelinho!) – lux mundi da paróquia. Faremos incursões, silenciosas e sacras, a terras do Alentejo, altar da Terra. Continuaremos atentos à impiedosa estação política e literária.

Este estabelecimento não fecha durante as férias indígenas. Em vosso tributo!

Do mesmo modo, o Almanaque Republicano, continuará nos seus trabalhos profanos, na sua romagem à grande Alma Lusitana, em memória e coro festivo do quási-Centenário da República. A ociosidade do cronista não é nossa distracção nem será a nossa ruína. Estará aberto o Almanaque Republicano a V. Excias., sempre com o douto preceito: elegância e apuro da escolha. Uns partem, outros estão de regresso. Eis a "vida como ela é".

Boas Férias


In-Libris – Livros de Agosto 2009

A In-Libris (Porto) apresenta lote de livros antigos de temática variada, com destaque para um curioso conjunto sobre judaísmo.

A consultar o catálogo on line.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009


BLOGS!?? ONDE ESTAVÁMOS NÓS???

A introdução (sempre essa problemática cruciante) dos blogs partidários na blogosfera doméstica entusiasmou tanto a plateia literária (ou pocilga política) que, de imediato, a praça pública, ora de gatas ora em finca-pé, homenageou laboriosamente tais criaturas. As histórias promulgadas no Simplex, de feição humorista-socratista, concorrem com o lento latejar da lida de inéditos da sra. Ferreira Leite, para os lados do Jamais.

Num, o depoimento político ou negócio de recados, capricha a necrologia do regime, a lembrar os vieux temps marcelistas, firmados pelo autorizado carteiro, com o "cabelinho à fosga-se", o sr. João Tiago Silveira. No outro estabelecimento, olhos fitos no trautear cavaquista, o viveiro arruinado da Rua de São Caetano à Lapa faz estampadas postas para conjurar a dita luxúria da escola do dr. Cavaco.

No primeiro, a ciência política é uma simplória gambiarra do governo, enquanto a economia política se lhes afigura uma epidemia glossológica (siga-se para o efeito, mansamente, os trabalhos desse leitor de lombadas financeiras, o jovem Galamba ou as primorosas estatísticas do superlativo Hugo Mendes). Naquele outro, o espectador conclui, invariavelmente, que não só a política precisa de ser modernaça (isto segundo a predicada bondade filosófica do paladino José Gomes André) como a sra. Ferreira Leite, antes & depois do balsedo eleitoral ou pela intensidade vulgaríssima da sua doutrina visionária e que tanto obrou em tempos idos, é essa salvação certa contra os tementes do sr. Sócrates.

Curiosamente, no Simplex, a pragmática celebrada (das origens ao presente) de alguns viciosos catilinários do sr. Sócrates & Maria de Lurdes segue o método exposto pelo subtil Curzio Malaparte (sempre de utilidade didáctica nestes assuntos). Isto é, a coberto dos interesses corporativos mais descarados (que não graciosamente ideológicos), prolifera a técnica de paralisar os adversários, concentrando esforços em objectivos principais e "atacar directa e duramente sem fazer barulho". Assim se explica o rancor analfabeto de João Paulo Pedrosa, crocando exteriorizadas postas reaccionárias contra certa esquerda, que o leva singularmente a nunca observar, manusear ou debater as políticas seguidas pelo seu patrono. Como aluno do sr. Santos Silva (o picaresco malhador), não poderia estar melhor. Não por acaso o rapaz, serôdia e tacanhamente, diz-se militante da ala direita do sr. Sócrates. Como se não o soubéssemos já!

terça-feira, 4 de agosto de 2009


DELFIM GUIMARÃES [N. 4 DE AGOSTO DE 1872]

Delfim de Brito Guimarães [Porto, 1872 – Amadora, 6 de Julho 1933] foi poeta, ensaísta, tradutor, bibliófilo [ver o curioso Catálogo do leilão da sua livraria], editor, republicano e maçon [iniciado em 1907 na Loja "O Futuro", de Lisboa].

Fundou a preciosa editora "Guimarães, Libânio e C.ª" [1899] onde foram editados livros de Cervantes, Tolstoi, Baudelaire, Victor Hugo, Zola, Alexandre Dumas, Goethe, Balzac, Gorki, Nietzsche ou Marx.

Locais: Delfim Guimarães / Guimarães Editores / Amadora [de F. Piteira Santos]

domingo, 2 de agosto de 2009


IN MEMORIAM DE M.S.LOURENÇO (1936-2009)

"O seu corpo, durante o banho, revelou para a posteridade o segredo da sua natureza genética: M. S. Lourenço era uma truta. As suas escamas caíram uma a uma e foram finalmente engolidas pelos esgotos do condado. Jaz no estrume de Dorchester com a esperança de se tornar num cacto" [in Pássaro Paradípsico]

"Quem dirá o numero dos meus dias?
Como será então o som da minha boca?
...
Quando encontrares o lugar do justo
Os campos cobrir-se-ão de trigo ...
" [in Desenvolvimento, Wytham Abbey]

"Ainda ontem, que era dia santo, os homens andaram toda a tarde para trás e para a frente por causa dum motivo bem fútil: extinguir a concupiscência do mundo
...
Ontem sim, que era dia santo. Ontem é que toda a gente sabia da coisa. Esteve lá o Senhor Presidente do município ..." [in Imitação da Cruz, O Desequilibrista]

"Que espécie de palavras é esperança
É da cor da cinza
Sabe a feno antigo depois da chuva
Opaca ao tacto como o muro alto e branco
Cheira a traineiras
À corda húmida depois da pesca
O ritmo oscila na clave
O acento entre sílabas que conspiram átonas ...
" [in Gama, Arte Combinatória]

"... A poética de M. S. Lourenço parte, quanto a mim, deste princípio: a poesia não tem que ser. A poesia é. Assim, não obedece a regras ou escolas, nem, tão pouco, a modas ou conveniências, sejam elas políticas, sociais ou religiosas. A poesia, pela sua essência e pela sua natureza, está permanentemente no estado amoroso de não alinhada, na exclusão do ordenamento, na perfeição de todas as imperfeições, na procura do indizível, na ausência de qualquer procedimento determinado. A poesia é e o poeta é um visionário ..." [Liberto Cruz, in M. S. Lourenço: O Desequilibrista Defenitivo]

LOCAIS: M. S. Lourenço / M.S. Lourenço [página pessoal] Uma Entrevista a M.S. Lourenço [Miguel Tamen] / Recordar M. S. Lourenço [Desidério Murcho] / Lourenço, M. S. [Colóquio Letras]

sábado, 1 de agosto de 2009



SACRIFICE – PORQUE HÁ NOUTES ASSIM

"As mulheres têm uma assombrada roseira
fria espalhada no ventre.
uma quente roseira às vezes, uma planta
de treva.
Ela sobe dos pés e atravessa
a carne quebrada.
nasce dos pés, ou da vulva, ou do ânus -
e mistura-se nas águas,
no sonho da cabeça.
As mulheres pensam como uma impensada roseira
que pensa rosas.
Pensam de espinho para espinho,
param de nó em nó.
As mulheres dão folhas, recebem
um orvalho inocente ..."

Herberto Helder, in A Faca não corta o fogo, 2008

A MINISTRA DE MIGUEL REAL – já nas LIVRARIAS

Conforme aqui dissemos está já nas livrarias o último livro de Miguel Real, "A Ministra". Faz parte de uma tetralogia de novelas dedicadas à mulher. Esta refere-se "a uma mulher maquiavélica, calculista, feia e má, que reduz a realidade ao cálculo dos seus interesses". Eis alguns extractos:

"Foi meu sonho como assistente universitária escrever um manual de construção e manipulação de números, tabelas e estatísticas, evidenciando ser a sua natureza um meio ao serviço de todos os fins, defensor de todas as teses, mesmo as mais contrárias e contraditórias; se era isto que Estaline praticava com o nome de «engenharia social», são estalinistas todas as instituições ou organizações sociais que trabalham com estatísticas, e fazem bem, é dever das elites não perturbar com hesitações, verdades problemáticas e indecisões a consciência ignorante e estupidificante das populações, mas iluminar-lhes o caminho através de uma certeza certeira, exposta com clareza aos olhos do vulgo, e, de facto, os números - pau para toda a obra, grão para todo o bico - servem para solidificar e cristalizar estas certezas certeiras. Como professora, as minhas aulas são objectivas, manipulo números e índices ensinando os alunos a inclinar as perguntas dos questionários de modo que não seja frustrada a previsão dos resultados, sei que os alunos me presumem fria e racional, é exactamente como me sinto, imune à emoções." [pp-28-29]

"Corre para o lado da direcção do vento, foi o conselho que o tio-pai me deu antes de morrer, assim mesmo, mal dito, mas de sentido verdadeiro, eu, pequenina, não percebi, mas fixei a frase na memória infantil e hoje não penso noutra coisa, aliás, desde que entrei na Faculdade e me casei que não penso noutra coisa, por isso fui, sem pudor nem convicção, marxista à seguir a revolução do 25 de Abril de 1974, uns breves meses, logo percebi que a inteligência e a riqueza se encontravam em outro lado, depois, assumi-me à frente dos alunos como social-democrata, e hoje sei-me qualquer coisa vaga como neoliberal, não sei o que serei amanhã, mas, se preciso for (...) afirmar-me-ei defensora de uma ditadura burocrática, administrativa, securitária e electrónica (...)" [p. 36]

"Há sete anos, na manhã da véspera de Natal, entreguei o meu primeiro relatório sobre o ensino secundário e a passagem dos alunos à vida activa ao então Ministério a Educação (…); escrevera no relatório que o estado da educação exigia uma revolução radical, trinta anos depois da revolução popular do 25 de Abril faltava fazer o 25 de Abril na educação, acabar de vez com a reprodução de um ensino de elites para elites e fazer o povo entrar na escola, não o povo em si, que já lá estava, a escola de massas era bem visível, os filhos dos trabalhadores possuíam frequência escolar, mas o espírito vulgar do povo, o espírito comum, banal; os programas e as matérias têm permanecido iluministas (fora a palavra que escrevera), visando fazer de cada aluno um pequeno sábio, matérias curriculares extensíssimas para regalo dos teóricos da educação, todo o ensino se destina à memorização de teorias ou, ao contrário, à aprendizagem de competências vazias, como o «saber fazer» ou o «saber aprender a aprender», inúteis na vida profissional, umas e outras, o ensino académico prevalece e esmaga o ensino técnico e tecnológico, originando uma alta taxa de reprovações, um ensino aristocrático para um povo ignorante dava como resultado o abandono em massa da escola pelos estudantes, é forçoso inverter este estado de coisas; em primeiro lugar, escrevia no relatório, facilitar tudo, simplificar todos os procedimentos, elaborar programas minúsculos com o essencial – só o essencial – das matérias, apresentadas do modo mais ligeiro possível (hesitei em escrever «do modo mais fácil possível»); depois, testes e exames exclusivamente sobre as questões essenciais, previamente marteladas em aulas sobre aulas, até à exaustão e o mais ingente dos alunos as compreender, passando de ano; em terceiro lugar, estabelecer como objectivo a passagem de 99% dos alunos, forçar os professores a eliminarem conceitos abstractos e explicações complexas, resumir, resumir, resumir, seria a nova palavra de ordem pedagógica, com a consequente eliminação de todo o conhecimento supérfluo: história de um conceito, eliminar; nomes de autores de invenções, de teorias, de descobertas, eliminar; questões filosóficas, eliminar; problematização de matérias, eliminar; levantamento de mais do que duas hipóteses de solução para a compreensão de uma questão, eliminar; raciocínios com mais do que três premissas, eliminar; matérias que exigem memorização para além da memória de trabalho, eliminar; em quarto lugar, responsabilizar os professores pelos resultados dos alunos, «como se responsabiliza o mecânico pelo arranjo do nosso carro», assim escrevera, considerando-o um óptimo exemplo; em quinto lugar, introduzir maciçamente o ensino profissional, eliminando deste, totalmente, matérias históricas, filosóficas e estéticas, os alunos deveriam aprender apenas o sumo dos sumos, nada mais, o mínimo que se exige para o início de uma profissão, nada mais; este era o espírito do povo que deveria presidir à nova reforma educativa, que se evidencia, acrescentara, como uma autêntica revolução pedagógica; num «P. 5.» esclarecedor, que registara num memorando confidencial para ser lido apenas pelo Primeiro-Ministro e pelo Ministro da Educação, considerara que esta revolução teria de ser feita contra os técnicos da educação das universidades e os professores das escolas públicas (...)" [pp. 40-42]

sexta-feira, 31 de julho de 2009


LIBERDADE RESPEITOSA

Paulo Querido organizou uma joeirada conferência – le dernier cri de idolatria ao poder – que mostrou arrumados bloggers à volta do sr. primeiro-ministro, radiantes do prodígio e mimados pelo agasalho. Tão inolvidável evento foi curioso de seguir, evidentemente ex-post, dada a natureza do choque tecnológico em curso.

E o que se passou nesse alpendre modernista? Ao que nos dizem, supõe-se que o sr. Sócrates se deixou folhear (docemente) numa sala (cantina da LX Factory), sóbria e à moda antiga, por consagrados génios da política indígena e outras tantas intelectivas eminências da bloguística paroquial. Nesse armazém de sabedoria ou sessão de esclarecimento o mistério para nós era saber o que fariam ali tão pasmados bloggers, como se de expositores de tratassem, fora do mau génio do seu teclado ou affaire tecnológico. Temos para nós (salvo veneráveis excepções) que se aos bloggers lhe tirarem o habitat natural, a costumada convicção ou erudição do blogger deixa de o atormentar e o seu reportório torna-se manso e sombrio. O que se verificou, piedosamente.

Depois, se a cenografia era fechada se bem que envolvente, os detalhes épicos desse inolvidável espectáculo foram esclarecedores. Um curioso grupo de delegados, que desconhecíamos que existissem fora das sedes partidárias ou do governo, apadrinhou a redacção do sr. Sócrates com prosa migada e palavras sem dor. Desses, que entrados na vida pública capricham no serviço, registe-se, pelo assombro do nervosismo e comicidade teatral, o marçano do ministério da educação de Lurdes Rodrigues, o jovem Hugo Santos Mendes (seguir todo o enredo aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Se na sua obra na Sociologia da Educação, onde o rapaz está matriculado, nada consta de excitante, já a inteligência do moço para dar recados ou conselhos ao sr. Presidente do Conselho é total. Curiosamente, Paulo Querido, o mestre-de-cerimónias, pelo que aqui se lê, conhece o intelecto do jovem Hugo tão bem como perfilha a ignorância do sr. Sócrates nos assuntos da governação. Só por tal audácia Paulo Querido pode dizer que a acção de propaganda foi um sucesso. Subscrevemos.

Em minúcia, o que se viu foi uma peça de fancaria governamental, um arraial saloio de meninas e meninos bem comportados a interpelar o admirável leader. Todos em "liberdade respeitosa". Todos dispostos à excitante ventura de fazer uma pergunta ao sr. presidente do conselho. Mas que se tratasse de uma, soi-disant, blog conferência é puro arroto semântico. Que nos desculpem.

quarta-feira, 29 de julho de 2009


ECOS PARA O BLOGUISTA INSTRUÍDO

Da Ópera Bufa: comprai e dai a ler aos V. rebentos o novo guia do admirável leader, abreviado & escrito num serão da blogosfera, com diálogos entre o sábio aio e seus discípulos, composto em latim twittado e traduzido por Paulo Querido, mestre-de-cerimónias. Á venda nas filiais do Largo do Rato.

Do Discurso Inaugural: vai sair brevemente a novíssima epístola aos "Novos" bloguistas sobre a vida doméstica da paróquia nos próximos anos, posta a correr pela gloriosa patriarca laranja, Ferreira Leite, com sátiras, epigramas e anedotas eleitorais. Experimentado em laboratório. Verdadeiro tesouro contra a relaxação da moral económica e financeira da charneca lusitana. Pedidos à Rua de São Caetano à Lapa, nº 9.

De Lisboa: diatribes contra a timonice acerca da história geral das dívidas da vereação, novena ou exercício devoto desses dias originalíssimos, colegialmente coligidos pelo seráfico Lopes da D. Ferreira Leite e o comendador Costa, da colectividade "Amigos Socráticos". Com todo o género de materiais de desengano de erros comuns sobre bicas, fontes, praças públicas, S. Bento e outros lugares do termo. Brinde aos leitores do bloco central com o utilíssimo ecos da alma do escriba virtual Bettencourt Resendes. Tip. Diário de Noticias.

Do Troféu: curioso reportório dos tempos esquerdistas do sr. Vale de Almeida ou aventuranças de um homem de qualidade na pré-modernidade, recolhidas em todos os blogs da praça por um independente do mundo e da fortuna, com avisos e reflexões sobre o que deve obrar um gay para satisfação pessoal e conversa futura casamenteira. Passeios e digressões, com ou em estampas, nas vielas modernistas do sr. Sócrates. Dedicado à saudosa memória da classe operária.

Do Volteio: corre por aí, que o SIMPLEX, que se tornou um blog reputadamente honrado e esforçadamente socrático, acaba de publicar o primeiro fascículo do 25 de Abril de 1974. Aceita fotos de Valter Lemos ou na alternativa de José Miguel Júdice. Utilíssimo para postar a pregadores desenganados.

Do Passo de Escola: Irene Pimentel, mui atenta ao movimento "utopia” 1917, subscreve sem reservas a necessária avaliação de desempenho para os professores e investigadores do ensino universitário, da qual é hóspede. Para o efeito alugou o bar da Universidade Nova de Lisboa, para os chás dançantes.

Do Almocreve: colecção de miscelâneas, narrativas & folhetos para uso do vulgo contra o profundo sono do esquecimento, publicada com todas as licenças necessárias, a Occidente de Coimbra. Secção especial contra o antídoto celestial do sr. Sócrates e a profissão de fé de D. Ferreira Leite. Á venda nas boas livrarias e casas de passe.

DE ABALADA

"Já não há malhadas nem cantigas, não há desfolhadas nem beijos às raparigas"

De regresso ao Centro que a lida chama por nós. Deixámos terras encantadas, intimidades aconchegadas, conversas à tardinha. Os aromas vieram connosco. E os melhores ares que o tempo tece. Os campos e os sabores deixam soidade. Como a ternura dessa gente séria. Da serra bravia (como é dito no "Alentejo não tem sombra") não há qualquer monotonia, mesmo que a “solidão e o silêncio” só raramente se quebre. Por isso o cansaço não existe.

A pedido de várias "famílias" (via mail), pela paciência fugidia de não conseguirem ouvir (ali em baixo) o G.A.C., aqui V. postamos o cante desses homens de trabalho duro e mão suave. Que se o sonho morreu, a vida dos homens é eterna.

quarta-feira, 22 de julho de 2009


ALENTEJO - SEMANA GASTRONÓMICA DO GASPACHO E DA TOMATADA

De 25 a 31 de Julho, de Almodôvar a Nisa e de Grândola a Elvas - V. Excia terá ocasião de se servir de pézinhos de tomatada, gaspacho pobre ou rico, gaspacho com jaquinzinhos fritos, gaspacho em cama de bacalhau fumado, sopa de tomate com ovos escalfados, galinha de campo de tomatada, migas de tomate com carapaus fritos, marinada de sardinhas fritas com migas de tomate, bochechas de porco de tomatada, cação frito com migas de tomate ou tamboril de tomatada e, evidentemente, terá oportunidade do prémio da doçaria conventual ... que o doce nunca amargou!

Ah! e seja competente e bravo no beber. À Vossa Saúde!

Locais: lista a consultar, AQUI.

HÁ DIAS ... ASSIM!

"Esta gente parece ter alma
porque a música está a tocar
" [J.G.Ferreira]

Estamos entre a solidão da planície, histórias de ganhões, o cante sempre entoado e a protecção das belas letras. Estamos extravagantes! Recolhemos de madrugada por montados de sobro e veredas de estevas. A noute, a calma inspirada, a caça rude e as moças boas, matam-nos de desejo. De modos que a largada daqui é um desperdício de festa.

Esta vida estirada e longe da ralé que corre nos jornais - e pelo que parece o infausto cavaquismo está de volta, enquanto os amigos do sr. Sócrates rebolam em corrupio de prebendas – arrastam-nos de felicidade. Graças a S. Pedro – santo dos pastores -, umas malgas de sopas, comeres de gente e conduto farto, nos braços de aurora vamos lá seguindo. O nosso rafeiro está de atalaia. Não há engano: depois de um ensopado de carneiro e um requeijão a condizer estamos a coberto.

Boa noute!

sábado, 18 de julho de 2009



HUNTER S. THOMPSON


HUNTER S. THOMPSON [n.18 Julho 1937-2005]

"Winston Churchill said "The first casualty of War is always Truth." Churchill also said "In wartime, the Truth is so precious that it should always be surrounded by a bodyguard of Lies."

"Quando as coisas ficam estranhas, o estranho vira profissional."

"... The eye of the journalist would be functioning as a camera. The writing would be selective and necessarily interpretative but once the image was written, the words would be final; in the same way that a Cartier-Bresson photograph is always (he says) the full-frame negative. No alterations in the darkroom, no cutting or cropping, no spotting... No editing ."

Locais: Hunter S. Thompson Biography / Hunter S. Thompson / The Great Thompson Hunt (Books) / Hunter S. Thompson [Salon] / Hunter S. Thompson Dies at 67 [WP] / Security by Hunter S. Thompson (1955) / Gonzo: The Life and Work of Dr. Hunter S. Thompson [NYT]