sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

PORTUGAL & DECADÊNCIA


"Somos incapazes de revolta e de agitação. Quando fizemos uma 'revolução' foi para implantar uma cousa igual ao que já estava. Manchámos essa revolução com a brandura com que tratámos os vencidos. E não nos resultou uma guerra civil, que nos despertasse; não nos resultou uma anarquia, uma perturbação das consciências. Ficámos miserandamente os mesmos disciplinados que éramos. Foi um gesto infantil, de superfície e fingimento?

"O português é capaz de tudo, logo que não lhe exijam que o seja. Somos um grande povo de heróis adiados. Partimos a cara a todos os ausentes, conquistamos de graça todas as mulheres sonhadas, e acordamos alegres, de manhã tarde, com a recordação colorida dos grandes feitos por cumprir. Cada um de nós tem um Quinto Império no bairro, e um auto-D.Sebastião em série de fotografias do Grandela. No meio disto (tudo), a República não acaba

Somos hoje um pingo de tinta seca da mão que escreveu Império da esquerda à direita da geografia. É difícil distinguir se o nosso passado é que é o nosso futuro, ou se o nosso futuro é que é o nosso passado. Cantamos o fado a sério no intervalo indefinido. O lirismo, diz-se, é a qualidade máxima da raça. Cada vez cantamos mais um fado.

O Atlântico continua no seu lugar, até simbolicamente. E há sempre Império desde que haja Imperador"

[Fernando Pessoa, in Portugal Sebastianismo e Quinto Império (org. António Quadros), aliás O Jornal, 8/04/1915]

PORTUGAL OU REVISITAÇÃO DE FERNANDO PESSOA


"Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
"

"... desde a entrada da dinastia de Bragança que se tornou notável a ausência do tipo do português, o desaparecimento da psicologia do português da superfície da terra. Houve sempre, graças a Deus, patriotas de Portugal; portugueses, deixaram de haver"

"Temos, felizmente, o mito sebastianista, com raízes profundas no passado e na alma portuguesa. Nosso trabalho é pois mais fácil; não temos de criar um mito, senão que renová-lo. Comecemos por nos embebedar desse sonho, por o integrar em nós, por o incarnar. Feito isso, cada um se nós independentemente e a sós consigo, o sonho se derramará sem esforço em tudo que dissermos ou escrevermos, e a atmosfera estará criada, em que todos os outros, como nós, o respirem. Então se dará na alma da nação o fenómeno imprevisível de onde nascerão as Novas Descobertas, a Criação do Mundo Novo, o quinto Império. Terá regressado El-Rei D. Sebastião"

Fernando Pessoa

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

BOLETIM BIBLIOGRÁFICO 33 DE LUÍS BURNAY


Saiu o Boletim Bibliográfico 33 do Livreiro-Antiquário Luís P. Burnay (Calçada do Combro, 43-47, Lisboa). Conjunto apreciável de 735 obras estimadas, esgotadas e muitas raras, de história, arte, periódicos, monografias importante, colonial, literatura, gastronomia, caça, livros de esoterismo, maçonaria, portugalidade, operetas várias, tudo aqui se pode encontrar. A não perder.

Algumas referências: Almanach para o Anno MDCCXCIII / Almanak do Rit. Esc. Ant. e Acc. em Portugal para o Anno de 5845 Offerecido ao Synhedrio de Beneficiencia, pelos II. N. dos Reis, E.R. Felner, Membros da L. Philantropica, 1845 / Portugal Artístico e Monumental, de A. Pereira Almeida / Garranos, por Ruy Andrade, 1938 / A Fada Oriana, de Sophia M. Breyner, 1958 / Archivo Pitoresco (semanário), 1857-68, XI vols / The Pointer and his predecessors, por William Arkwright, 1906 / Caça, de Eduardo Montufar Barreiros, 1900 / Boletim Oficial do Grande Oriente Lusitano Unido, Grémio Lusitano, 1923-1930, XV fasc. / Canções, de António Botto, 1944 / Bibliographia Camoniana, por Theofilo Braga, 1880 / Memorias do Professor Thomaz de Mello Breyner, 1930-34, II vols / Os Lusíadas (ed. dita do Morgado de Mateus), 1817 / Os Ciganos em Portugal, por Adolfo Coelho, 1892 / Colecção Gato Preto (colec. livros infantis da Majora), XII vols / Soure: terra abençoada da pátria, de Augusto S. Conceição, 1942 / Memórias de um ajudante de Campo, por Fernandes Costa (III inv. Francesa), 1895, II vols / Les Societes Secretes et la Societé ou Philosophie de l'Histoire Contemporaine, de N. Deschamps, 1880, II vols / Documentos apresentados ao Congresso da República em 1913 pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, 1913 / O Espectro (semanário politico), 1888-1889, 55 ns / No Claro-Escuro das Profecias, de Augusto Ferreira Gomes (pessoano e raro), s.d. / Esteiros, de Soeiro Pereira Gomes (capa des. Álvaro Cunhal), 1941 / In Memoriam de Camilo, 1925 / Alma Errante, de Eliezer Kamenezky (pref. importante de Fernando Pessoa), 1932 / Catastrofe de Portvgal ..., por D. Fernando Correia de Lacerda, 1669 / O Livro do Repórter X (In Memoriam), s.d. / Lusitânia (ver estudos portugueses sob dir. carolina Michaelis de Vasconcelos), 1924-27, X numrs / D. Manuel II, de Rocha Martins, 1947, II vols / Monografia do Concelho de Tarouca, por Ab. Vasco Moreira, 1924 / As Praias de Portugal, de Ramalho Ortigão, 1876 / La Guinée Portugaise, por Carlos Pereira, 1914 / Os Planos da Autocracia Judaica protocolos dos sábios do Sião, s.d. / Democracias e Ditaduras, por Carlos Rates, s.d. / Alentejo à janela do Passado, por João Rosa, 1940 / Archivo Heráldico, pelo Visconde de Sanches de Baena, 1872, II vols / São Tomé e Príncipe (Questão da Mão de Obra indígena), VII op. / Pensées sur la Tactique et la Stratégique ou vrais príncipes de la Science Militaire, pelo Marquês de Silva, 1778 / Historia de Portugal, de Rebelo da Silva, 1971, V vols / Sociedades Secretas, pref. José Cabral, 1935 / Coutos de Alcobaça, por José P. Saldanha e Souza, 1929 / Noticias Históricas do Mosteiro da Vacariça, de Miguel Ribeiro de Vasconcellos, 1855, III partes / The Freemason's Monitor, de Thomas Smith Web, 1863

ALMANAQUE REPUBLICANO


Almanaque Republicano - Actualização

Continuam os textos e a prosa no Almanaque Republicano. Para ledores ilustrados e de muito merecimento, temos em jeito de guião:

Francisco de Oliveira Pio (militar republicano oposicionista); foto do Grupo Seara Nova no lugar do Coimbrão (curiosamente onde também esteve "exilado" Mário Soares e perto da "casa de praia" de Aquilino Ribeiro, na Praia do Pedrógão, que foi destruída em 1974) e com um extracto de um texto de José Rodrigues Miguéis; foto de membros do Grupo do Integralismo Lusitano, com "algumas anotações sobre periódicos integralistas"; Primeira e Segunda Parte d'Os primórdios da imprensa republicana em Portugal, de recolha em velhos almanaques; post sobre o jornal A Lanterna [1868-1873]; um texto sobre a Imprensa Periódica Portuguesa seguido de Subsídios para uma bibliografia da imprensa republicana (a continuar); o In Memoriam a Mário Cesariny de Vasconcelos, com referências ao tema Surrealismo e Estado Novo, com bibliografia, de permeio; um post a propósito do Centenário do nascimento de Flausino Torres e respectivas notas bibliográficas.

Eis o Almanaque Republicano. Ao V. dispor!

Saúde e fraternidade!

domingo, 26 de novembro de 2006

IN MEMORIAM DE MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS



"Ama como a estrada começa ..."

"E agora o poeta começou por rir
rir de vós ó manutensores
da afanosa ordem capitalista"

"Assim como a poesia não é um par de sapatos, assim Fernando Pessoa não é para todos os dias. Não consta, porém, que Pessoa haja querido monopolizar os dias ..."

"os gatos são os únicos burgueses / com quem ainda é possível pactuar"

"Dois picapaus querelam, muito entusiasmados
que a dita dura dura que não dura
a dita dura dura ... dura desdita!
"

"o bem: os dignos professores do estado
o mal: os professores dignos do estado
resolução da antinomia: o professorado"

[Rebelião] "duas delegações de cidadãos no total de dez membros descerão de dois táxis palinha para atravessar o rossio de nudez"

"Essa tua Titânia é uma fraude, rapaz (...) Pois tu não dizes é alta, baixa, loura, morena, encarnada, branca. E as mamas, rapaz - secção fundamental - não te enlevam as mamas?"

Mário Cesariny - Pastelaria Castpost

IN MEMORIAM DE MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS [1923-2006]



"Gostava de ter daquelas mortes boas, em que uma pessoa se deita para dormir e nunca mais acorda (...) a morte a trabalhar, é que é chato" [MC.V., in Autografia, Atalanta Filmes]

"A manhã está tão triste
que os poetas românticos de Lisboa
morreram todos com certeza ..."

"Em todas as ruas te encontro / em todas as ruas te perco ..."

"é preciso correr é preciso ligar é preciso sorrir é preciso suor
é preciso ser livre é preciso ser fácil é preciso a roda o fogo de artifício
é preciso o demónio ainda corpolento
é preciso a rosa sob o cavalinho
é preciso o revolver de um só tiro na boca
é preciso o amor de repente de graça"

"Amor / amor humano / amor que nos devolve tudo o que perdêssemos / amor da grande solidão povoada de pequenas figuras cintilantes"

Mário Cesariny - Queria de ti um país Castpost

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

ARRUMAÇÕES - VYNIL, CD'S E CASSETES PIRATAS



"Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar" [Sophia Mello Breyner, dito por Maria Bethãnia, in Canto de Oxum, Mar de Sophia]

Bethânia concebe o mar, essas "águas do meu querer ... beijando a areia", o chorado de azul, e, por isso, canta o seu feitiço, a sua benção, canta a Rainha do Mar, Nossa Senhora ou Iemanjá. Porque "dentro do mar tem rio", como Sophia Mello Breyner diria. Esse mar é sempre desejo, paixão, desamor, "águas salgadas mansas", felicidade nos "longes" por onde nos perdemos. As nossas praias desertas ou "felicidade a dois". Que pode ser no Sertão em sambas de roda ou no mar da Bahia de Todos os Santos, ou Kirimurê, que o "mundo é grande e cabe na cama, no colchão de amar e na janela sobre o mar". Memórias do mar ou voltas que o mundo dá.

Dois álbuns, Mar de Sophia e Pirata - ambos de Maria Bethânia - para vadiar, navegar, chorar e "respirar". Assim, para decorar a alma de ledores em pecado de vontade, para moças lindas "com esperança de casar", para paraíso nosso e vosso, eis

Maria Bethânia - Debaixo d'Água Castpost

e para marinheiros abandonados, deuses do mar suspirados no berço do oceano ... temos para ouvir

Maria Bethânia - Marinheiro Só (O Marujo Português) Castpost

Boa noute!

MARIA VELHO DA COSTA & ARMANDO SILVA CARVALHO



"Despachar no nosso livro as cenas do ódio. Não vai ser fácil. Somos ambos afinal um mar de espinhos, cravados cedo no coração tenro e incauto" [M.V.C., in Em Dueto e em Duelo, texto de Maria José Oliveira, Mil Folhas, 24/11/06]

"Há pessoas que merecem ser denunciadas, esse é o termo. Somos agressivos com pessoas que também nos agrediram ou com outras pelo facto de existirem como existem. Há uma certa impunidade naquilo que dizem e que fazem, que são coisas escandalosas ..." [M.V.C., idem, ibidem]

"... o que leva dois autores consagrados, Armando Silva Carvalho e Maria Velho da Costa, nascidos ambos em 1938, à desabusada escavação da infância? Por que é que, sem perder Laclos de vista, foram ambos induzidos à narrativa da intriga? (...) Leitura do mundo: obras, autores, prémios, família, castas, ódios, equívocos, querela, política, dinheiro. O Meio à lupa, sem licença (...). Tão simples como isto ..." [Eduardo Pitta, in A Infância, os Outros, Mil Folhas, 24/11/06 - ler aqui]

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

CATÁLOGO NATAL


Catálogo Natal da In-Libris

Saiu um Catálogo (Especial) Natal da In-Libris (Porto). Apresenta algumas peças bem curiosas, de literatura, culinária, cinema e fotografia, monografias, história, edições estimadas e raras de António Botto, o raro trabalho de Bento Carqueja "O Capitalismo Moderno e as suas origens em Portugal" (1908), o Mappa de Portugal Antigo e Moderno do Padre Joaõ Bautista de Castro (1762, em III vols), o conhecido Sangue Suor e Lágrimas de Churchill, um Dicionário de Jogos de Alleau (c/ trad. de António Lopes Ribeiro), ainda Os Costumes dos Israelitas (dito "livro muito curioso, especialmente procurado pelos coleccionadores de temas judaicos"), o estimado livro de Maria Lamas "As Mulheres do meu País", o primeiro livro de Manuel Laranjeira (?Amanhan?), o procurado Livro das Mil e uma Noites (pref e trad, Aquilino Ribeiro e outros escritores lusos), Os Discursos de Oliveira Salazar, primeiras edições de Eça de Queiroz e outros mais autores.

A consultar on line

O SÉCULO XX NOS JORNAIS PORTUGUESES


Lançamento do Livro

... Primeiras Páginas - O Século XX nos Jornais Portugueses, de Luís Trindade. Será apresentado por Mário Mesquita e Fernando Rosas, sábado, dia 25 de Novembro de 2006 às 17h00 na FNAC do Chiado.

"Trata-se de um original álbum ilustrado que nos conta a História do século XX através das primeiras páginas dos principais jornais portugueses. Luís Trindade seleccionou 45 acontecimentos ilustrados por 135 primeiras páginas de jornais surpreendentes" [Bertrand]

Local de leitura e consulta: aqui

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

ANÚNCIO



Anúncios completamente Grátis.
A bem da nação!

O ALMOCREVE DAS PETAS NAS ARCADAS DO TERREIRO DO PAÇO


"Não há sitio em Lisboa que mais dano cause ao espírito publico do que a arcada do Terreiro do Paço. O Almocreve das Petas [de José Daniel Rodrigues da Costa] parece que fez ali estalagem onde amarra e arraçôa a récova dos seus gordos carapetões. Quem pretende andar bem estribado nas novidades do dia, vai lá, escolhe um boato, bifurca nele a imaginação, chouta de grupo em grupo, espalhando o boletim da arcada, e ao cabo de alguma horas está a cidade inçada de carapetões, que são a praga de Lisboa (...)

Iremos ouvir mil petas,
Quando mais o sol se empina,
Vendo acérrimos jarretas,
Junto a Santa Catharina.
Argumentando em gazetas
"

[Alberto Pimentel, in Vida de Lisboa, 1900]

O PRESIDENTE E O ECONOMISTA CAVACO SILVA



"Stick to the plan, stick to the plan" [coro socialista no governo]

O dr. Cavaco deu uma entrevista pouco inteligente a Maria João Avillez. De tal modo foi, que fez divertir (e baralhar) alguns jornalistas e comentadores. Além do "timing" escolhido (que não deixa de ser curioso) e da motivação que a serviu (que ninguém descortina) a entrevista é fastidiosa e aborrecida. Saber o que faz correr o dr. Cavaco é uma enorme trapalhada.

Para nós, o episódio de assistir, em televisão, o Presidente Cavaco Silva dissuadir e calar o economista Cavaco Silva, não deixa de ser curioso. Declara o Presidente estar "ao lado das reformas do Governo". E não tem dúvida (seguindo a douta máxima do clássico dr. Cavaco) em considerar que "a economia e as finanças [estão] no rumo certo". Tal amabilidade não é sustentável por nenhum economista sério. O dr. Cavaco-Presidente corre assim, sem habilidade alguma, riscos variados. Fica imobilizado economicamente e, ao mesmo tempo, faz ressabiar políticos, sindicalistas e ... a classe média. Essa mesma, aquela que o eng. Sócrates trata como "um lugar-comum".

Varrido que foi o economista Cavaco Silva da genialidade indígena, pela lição do presidente de "todos" os portugueses, importa lembrar que bastaria ao Cavaco-Presidente recorrer à bondade do "lente" Aníbal, nos bons tempos do ISCEF. Estamos tentados, portanto, a revisitar o assistente Cavaco, leccionando a cadeira de Finanças I, juntamente com Ferreira Leite e Silveira Godinho. E estamos a imaginar o ar estupefacto do bom aluno da fazenda indígena (o Teixeira dos Santos) se na oral da cadeira com o assistente Cavaco Silva, ao lhe ser solicitado abrir o Orçamento de Estado para o Ministério da Economia, o abrisse ao acaso, sem excelência ritmada. Diria logo o nosso assistente Cavaco: "Vê-se bem que não folheou o Orçamento do Estado". Que significava, apenas, para o retardatário aluno, um valente chumbo. Eram tempos de rigor ... em Finanças Públicas. Lá isso era!

LIVRARIA BIZANTINA


Catálogo 72 da Livraria Bizantina

Saiu o Catálogo 72 da Livraria Bizantina (Rua da Misericórdia, nº 147, Lisboa). Conjunto curioso de peças biográficas, históricas e monográficas, a preços convidativos. A não perder.

Algumas referências: In Memoriam de Afonso Lopes Vieira, 1947 / Diccionario dos Políticos, ou Verdadeiro Sentido das phrases e Vozes mais usuaes entre os mesmos, por D. Juan Rico y Amat, 1875 / Chorographia Histórico-Estatistica do Distrito de Coimbra, de Agostinho Rodrigues d'Andrade, 1896 / Memorias Histórico-Estatisticas de Alguma Villas e Povoações de Portugal, por Brito Aranha, 1871 / Os Últimos Anos da Monarquia, de José d'Arriaga, 1911 / As Freiras do Lorvão, por T. Lino d'Assumpção, 1899 / A Fábrica da vista Alegre, por João Teodoro Ferreira Pinto Basto, 1924, III vols / Diccionario Jurídico-Commercial, de José Ferreira Borges, 1856 / As Canções de António Botto. Nova Edição, 1932 / Brado aos Portuguezes. Opúsculo Patriótico Contra as Ideias da União de Portugal com a Hespanha, 1860 / Memorias de um Estudante de Direito, de Rafael Salinas Calado, Coimbra, 1942 / O Espêto. Sociedade Conhecida de Responsabilidade Limitada a ceias e Piqueniques, de Ernesto de Carvalho, 1914 / Os Assassinos da Beira, de Joaquim Martins de Carvalho, 1922 / Manual Político do Cidadão Portuguez, de Trindade Coelho, 1906 / Compromisso da Misericórdia de Lisboa, Lisboa, 1739 / As Constituintes de 1911 e os Seus Deputados, 1911 / Uma causa Celebre. O Crime de Serrazes, por Cunha e Costa, / Manual Prático do Passarinheiro, de J. W. edrich / Coimbra dos Doutores, de João Falcato, 1957 / Dicionário histórico de Efemérides Universais, de M. A. Silva Ferreira, 1914 / O Integralismo e a República, de Carlos Ferrão, III vols / Lista de Alguns Catálogos de Bibliothecas Publicas e particulares, de Livreiros e Alfarrabistas, por Martinho da Fonseca, 1913 / Fátima, por Tomaz da Fonseca, 1955 / Pombeiro da Beira, de Sanches de Frias, 1896 / Esteiros, de Soeiro Pereira Gomes, ed. Sirius, 1941 / Tempos Idos. As Minhas Memórias, de Cunha Leal, 1966-68, III vols / Portugal e o Socialismo, de Oliveira Martins, 1873 / História de Portugal, por Rocha Martins, 1930 / Memórias e Trabalhos da Minha Vida, de Norton de Mattos, 1944-45, IV vols / Um Ano de Política, de Egas Moniz, 1919 / Lusitânia Transformada, de Fernão d'Álvares do Oriente, 1781 / Textos de Circunstancia, por Luiz Pacheco, 1977 / Memórias, de Pedro Theotonio Pereira, 1972-73, II vols / Orphanologia Pratica, por António de Paiva e Pona, 1759 / Centro Católico Português, por Oliveira Salazar, 1922 / As Opiniões que o DL teve, de José Saramago, 1974 / Memoria Histórico-Chorographica dos Diversos Concelhos do Districto Administrativo de Coimbra, de António Luiz de Sousa Henriques, 1853 / Memorias de Mondim da Beira, de Leite de Vasconcellos, 1933