sábado, 7 de maio de 2005


Boletim Bibliográfico de Luís P. Burnay

Acaba de sair o Boletim nº 25, correspondente ao mês de Maio, do Livreiro Luís P. Burnay, Calçada do Combro, 43-47, Lisboa. Como sempre um conjunto apreciável de livros (509), referentes à literatura, história, trabalhos monográficos, esgotados ou raros e a preços diversos.

Algumas referências: Fontes do Direito Ecclesiastico Portuguez, por Joaquim dos Santos Abranches, Coimbra, 1895 / Cascais. Vila da Corte, de Ferreira de Andrade, 1964 / Memorias Históricas-Estatísticas de alguma Villas e povoações de Portugal, de PW Brito Aranha, 1871 / A Póvoa do Varzim, de Viriato Barbosa, 1937 / Portugal and Galicia ..., The Earl of Canarvon, 1848 / Portas e Arcos de Coimbra, de F.A. Martins de Carvalho, 1942 / Historia panegyrica da vida de Dinis de Mello de Castro primeiro Conde de Galveias ..., por Júlio de Mello e Castro, Lisboa, 1744 / In Illo Tempore: estudantes, lentes e futricas, de Trindade Coelho, 1902 / Soror Mariana a freira Portuguesa, por Luciano Cordeiro, 1891 / Escritos de Camilo, de Júlio Dias da Costa, 1922 / A Democracia Nacional, por Henrique de Paiva Couceiro, 1917 / Os Crimes da Formiga Branca, .... Publ. semanal em folhetos. Edit. Rocha Martins, nº1 a nº5, 1914-15 / A Sertã e o seu Concelho, pelo Pe António Lourenço Farinha, 1930 / As armas brancas do solar de Pindela, por Alfredo Guimarães, 1946 / Os Fuzilados de Outubro, por Fernando Honrado, 1995 [refª a vários elementos da Carbonária Lusitana] / A Casa Nobre de Lázaro Leitão no sitio da Junqueira, de Arthur Lamas, 1925 / Medalhas portuguesas e estrangeiras referentes a Portugal, idem, 1916 / Concelho de Nelas, de J. Pinto Loureiro, 1957 / Heróis, Santos e Mártires da Pátria, de Rocha Martins, XII fasc., s.d. / Terras da Beira: Cernancelhe e o seu alfoz, por Vasco Moreira, 1929 / A Monografia de Alvor [e a Monografia de Estombar], por F. Xavier d?Athaíde Oliveira, 1907 [1911] / Origem infecta da ralaxação da moral dos denominados Jesuítas ..., Lisboa, 1771 / Portugal Económico, Monumental e Artístico, IV vols, s.d. / A Minha Terra: breves apontamentos sobre Romariz, pelo Pe. M. Fernandes dos Santos, 1940 / Do Direito Heráldico Português, pelo Conde de São Payo, 1927 / Memórias para a vida intima de José Agostinho de Macedo, por Inocêncio Francisco da Silva, 1898 / Vida do venerável D. Fr. Bartolomeu dos Martyres da Ordem dos Pregadores ..., por Frei Luís de Sousa, 1760, II vols / Ásia Portuguesa, de Manuel Faria e Sousa, Porto, 1945, VI vols / Torres Vedras Antiga e Moderna, de Júlio Vieira, 1926 / Da Ásia de João Barrros e Diogo Couto. Nova edição, 1778-1788, XIV vols / O Amor em Visita, de Herberto Helder, ed. Contraponto, s.d. / Poemacto, idem, ed. Contraponto, 1961

sexta-feira, 6 de maio de 2005


Aniversário do Abrupto

"Este retrato vosso é sinal
ao longe do que sois, por desemparo
deste olhos de cá ...
" [Sá de Miranda]

Motivo de felicitação. O Abrupto comemora o segundo ano de bem aventuranças, entre memórias e testemunhos virtuosos. Fonte de abundância discursiva, pouco acomodado às normas do politicamente correcto, impetuoso na análise e parco nos lamentos, JPP parece olhar o mundo, timidamente, como se de um imenso tumulto de tratasse. Aqueles que à sombra da bênção das instituições se procriam entendem que é pura insensatez. Puro engodo ornamental. Caso passional. Pouco complacentes, tais personagens nunca compreenderão a vida nas (das) palavras. Como o poderiam?

O desterro político de JPP, engolfado entre colunas de jornais e o blog, é a nossa ventura. A sua afoiteza intelectual, a nossa glória. O seu cativeiro partidário a nossa fraqueza. E a sua desdita. Porque JPP não tem nada em comum com tão estranha gente, porque "não há fidelidade que não seja pessoal" [H.H.]. Assim o cremos.

Muitos parabéns, acompanhados de um ror de inveja por não termos sucateiros tão ilustrados e felizes no seu trabalho. É a vida!

[foto: Vilamoura, Feira do Livro, Agosto 2001]

terça-feira, 3 de maio de 2005


Hugo Gellert [n. 3 Maio de 1892-1985]

Locais: Hugo Gellert / Hugo Gellert: índex / Hugo Gellert: History of a Controversy / A Depression Art Gallery

Niccolo Machiavelli [n. 3 Maio de 1469-1527]

"Todo aquele que, conquistando um Estado habituado a viver livre, não o destrói, deve esperar a própria destruição ... Qualquer que seja a precaução tomada, faça-se o que se fizer, se não se dissolver o Estado, se não se dispersar os habitantes, ver-se-á que na primeira oportunidade lembrarão, invocarão a sua liberdade, as suas instituições perdidas, esforçando-se por recuperá-las ..." [Maquiavel]

"... Bem se deve compreender que não é possível a um príncipe, e sobretudo a um novo príncipe, observar em seu proceder tudo quanto permite sejam os homens considerados pessoas de bem, e que muitas vezes é ele obrigado, para manter o Estado, a agir contra a humanidade, contra a caridade, contra a própria religião. Por conseguinte, é preciso que tenha o espírito bastante flexível para se voltar em todas as direcções, conforme o exigem o sopro e os acidentes da fortuna; é preciso, como se disse, que, tanto quanto possível, não se afaste do caminho do bem, mas que, se necessário, saiba entrar no do mal ..." [idem]

Locais: Machiavelli / Niccolo Machiavelli / Niccolò Machiavelli (1469-1527) / Teoria Política

[Fahrenheit 451 em corrente incendiária]

Seguindo o farol da tradição e em obediência salutar à missiva d'La Force des Choses, aqui deixamos sem empacho os nossos ditos sentenciosos, com todas as licenças necessárias. Gratia Plena.

1. Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
- Aquele que fosse tão simples como a textura de um lábio e que nos olhe luzente como um místico. Estamos a falar, evidentemente, nos Cantos de Maldoror. Hoje, estamos decididamente Lautréamont. Como alternativa gentil, de prazer e de luxúria, e em honra do valente Montag, preferíamos ser mais "um cacto no cu da arte"". Reinventar o livro livrado era o que era, mas sabemos que acabamos todos, um dia, no fogareiro.

2. Já alguma vez ficaste apanhadinho por uma personagem de ficção?
- Desde o projecto de acordar até ao dormir nocturno temos sentimentos naturais. O Fritz cá de casa é que não entende. É a vida! Confessamos que pela manhã estamos muito Nero Wolfe à volta dos ovos e do pão torrado. Pela tarde transfiguramo-nos em Lucas Corso (d'O Clube Dumas) em louvor de velhas viúvas com bibliotecas em fundo. Pode ser que uma qualquer Justine nos atravesse pelo caminho e que de repente se solte o Pursewarden que há em cada um de nós, mas nunca fiando. Ao fim da tarde, na Benard, na Mexicana ou no Casino da Figueira balança-se entre o Jean-Marc e o Duc no Fim-de-Semana, mas cedo corremos a ser Jack London. Maior ventura não pode haver.

3. Qual foi o último livro que compraste?
- Há muito que não compramos um livro. Resgata-se bibliotecas, afaga-se papéis impressos, capricha-se nas lombadas. Da última colheita registe-se alguns livros de linhagens, a Bibliografia Coimbrã de Pinto Loureiro, os Anos Vinte em Portugal do José-Augusto França, a Formação Humana no Projecto da Modernidade, de Cabral Pinto, o ultimo do Eco e Longe de Manaus do Francisco.

4.Qual o último(s) livro(s) que leste?
- As Aranhas Douradas de Rex Stout; 5 Aproximações de Yvette Centeno e o livro do Cabral Pinto, atrás citado.

5. Que livros estás a ler?
- Com gosto e para cura espiritual atacamos no antiquíssimo Maçonaria Universal do José Bernardo Ferreira (1921); folheamos deslumbrados o Jornal A Luz (1918-1928); soletramos A Literatura Clandestina de Oliveira Marques e acompanhamos aos tropeções The Plot Against America, de Philip Roth.

6. Que livros levarias para uma ilha deserta?
- Tal instrução administrativa era uma solenidade curiosa. Em abono da humanidade e meditando no que nos é dito no Fahrenheit 451 ["a temperatura a que um livro se inflama e consome"] levaria o Tratado d'Agricultura Theorico-Pratico do Dr. João António Bella, o Catálogo da Biblioteca do Dr. Rodrigo Veloso (13.000 títulos a recordar) e, evidentemente, a Obra Poética de Herberto Helder. Bastava.

7. A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
- Ao António do Opiniondesmaker, para o castigar por ser anti-lampião; ao Aly do Letteri Café, porque de facto "a vida não é um armário" e à nossa Desassossegada, por estar demasiado recatada. Saúde e Fraternidade.

domingo, 1 de maio de 2005



1º de Maio

A administração cede, ali no lado esquerdo musical, em sinal de modesto recolhimento proletário, a voz de culto de José Mário Branco. A manejar a palavra e para o que vier.

Um 1º de Maio feliz.

O Cardeal

"O futuro já não é aquilo que era" [P. Valéry]

Eis que a fábula de um Ratzinger (Cardeal) tomado como crítico radical da razão, sujeito supostamente alapado ao projecto da modernidade, subversivo & provocador na reconstrução do "projecto inacabado" da modernidade se torna o consolo, sustento e redenção da classe lusa opinadora, de finos costados liberais. O entusiasmo febril do indígena quando, após espreitadela a velhos canhenhos e sucumbido pelo cansaço de viçosas leituras filosóficas, tomou conhecimento do elogiado debate Habermas-Ratzinger mostra-nos que "razão como vontade da razão" [Habermas] pode não ser totalmente libertadora.

Um Ratzinger anti-liberal e anti-moderno, clamando contra a "abolição do homem" e pela "racionalidade da fé"; recusando a "auctoritas legislativa" porque fonte paradoxal do "domínio da maioria"; defenestrando Adam Smith por motivo que "utilitas, non veritas facit pacem"; fazendo a apologia da fé contra a política, sem lugar a qualquer promiscuidade, e ao mesmo tempo tecendo loas aos "gloriosos políticos cristãos" saídos do primeiro pós-guerra [cf. Ratzinger], o que não deixa de ser estranho se tivermos em conta Franco e Salazar; em defesa de uma lei que sendo "realmente direito" o seja pelo "ordenamento justo nas relações recíprocas em face da criação e do Criador" e "da sua verdade" [idem]; acentuando a fé e o seu mistério como salvação da razão; um Ratzinger assim ressituado fora do campo da desconstrução da modernidade e ao mesmo tempo tão louvado pelos liberais lusos, não deixa de ser curioso e grosseiramente contraditório.

A história profética do Cardeal é que não há salvação fora da Igreja Católica. A gramática Ratzingeriana ao pretender impedir a retirada do homem da história fá-lo cair definitivamente nas mãos de Deus. Compreende-se, portanto, que a "nova" querelle, em torno da "razão, liberdade, igualdade e justiça", assim suscitada, nada tenha que ver com uma qualquer Aufklarung, pois o tribunal da razão mais não é, chez Ratzinger, que a extraordinária tarefa de refundir a razão com a fé e o eterno regresso à sua Revelação primitiva. Segundo os seguidores do Cardeal a "morte de Deus", ao que parece, tem os dias contados. Assim como os conceitos de "secularização, crítica, progresso, revolução, desenvolvimento e emancipação". A dogmática está, pois, de volta e em força.
[O que é o tempo?]

"Não houve nenhum tempo em que não fizésseis alguma coisa, pois fazíeis o próprio tempo. Nenhuns tempos Vos são coeternos porque Vos permaneceis imutável; e se os tempos assim permanecessem, já não seriam tempos. Que é pois o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Quem o poderá apreender mesmo só com o pensamento, para depois nos traduzir por palavras, o seu conceito? (...) O que é, por conseguinte o tempo? Se ninguém mo perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer esta pergunta, já o não sei. Porém atrevo-me a declarar com certeza que se nada passasse, não haveria tempo passado, e se nada sobreviesse não haveria tempo futuro, e se agora nada houvesse, não existiria o tempo presente.
De que modo existem aqueles dois tempos, o passado e o futuro, pois que o passado já não existe e o futuro ainda não veio? Quanto ao presente, se fosse presente, já não seria tempo, mas eternidade. Pois se o presente, para ser tempo, necessariamente tem de passar para o pretérito, como podemos afirmar que ele existe, se a causa da sua existência está em esse tempo deixar de existir? Para que digamos que o tempo só verdadeiramente existe, porque tende a não ser"

[Santo Agostinho, As Confissões, XI, 14]

Anunciação Futebolística

Hoje alimentámos virtudes numa fornalha ardente. Devotos soubemos honrar a tribo. Fomos inesgotáveis. Cerimoniosos. Sem fadiga. As festas na Luz, Coimbra e Figueira da Foz foram um tumulto no nosso coração. Uma paixão consumada. Um dia heróico. Uma noite memorável. Até ver!

sábado, 30 de abril de 2005


Félix Guattari [n. 30 Abril de 1930-1992]

"O desejo é sempre extraterritorial, desterritorializado, desterritorializante. Ele passa por cima e por baixo de todas as barreiras" [Felix Guattari]

"... existe para o homem a possibilidade de ele mesmo ser o fundador de sua própria lei? Ou estará condenado a permanecer sempre em rede?" [idem]

"As máquinas técnicas funcionam, evidentemente, com a condição de não serem estragadas. As máquinas desejantes, ao contrário, não cessam de se estragar funcionando; só funcionam quando estragadas. A arte utiliza com frequência esta propriedade, criando verdadeiros fantasmas de grupo que curto-circuitam a produção social com uma produção desejante, e introduzem uma função de estrago na reprodução das máquinas técnicas" [Deleuze e Guattari, O Anti-Édipo]

Locais: Félix Guattari / Left and Right Readings of Deleuze-Guattari / Félix Guattari militant / De la pluridisciplinarite a la tansdisciplinarite / A subjetivação subversiva / Entretien avec Félix Guattari

quarta-feira, 27 de abril de 2005


Choque Tecnológico

"Não deveis enganar-vos: cada verso
tem um selo fraterno caminhando
para a branca cidade sob o sol
" [Fernando A. Pacheco]

Eis que uma formidável ufania, genuinamente encomiástica & pacientemente tecno, nos acometeu neste nosso oficio memorialista. Em devoção extremada & em penitência Socrática, daqui lançamos, a soldo da moral pós-Ratzingeriana e associando-nos à boa obra do feytor & beato José Manuel Fernandes, o ferrete do Choque Tecnológico. Há que dizer que este arrebatamento imprevisto não é mera oratória sacra. Nesta harmonia celestial blogosférica sabe-se que é mister acatar a razão do "corpo falante" e, deste modo, os trabalhos profanos merecem a nossa total observância.

Até o cansaço & os anjos do Gates o permitirem tendes ali, do lado esquerdo da pedra, a âncora da vossa salvação. Hoje (e para a eternidade) a sagrada Chavela Vargas. Depois, outros vícios e maledicências musicais.

Concluindo: Vos estis lux mundi & sic luceat lux vestra coram hominibus

Pedro Oom [1926 - m. 27 de Abril 1974]

"Alegra-me ser todas as coisas e as sombras que elas projectam
ser a sombra dos teus seios e da tua boca
o criado de smoking branco que te agita os cabelos
para um cocktail estimulante e fresco
a mesa onde passo a ferro o teu corpo
as espáduas as coxas a curva macia dos joelhos
alegra-me ser o contorno da tua nuca e o binário motor dos
teus braços ...
" [Pedro Oom, in O Homem Bisado]

"Poesia não é uma medalha para por no peito dos tiranos mas uma imensa solidão feita de pedras, onde o despotismo pode encomendar o ataúde. Cada um de nós odeia o que ama. Por isso o poeta não ama a poesia que é só desespero e solidão mas acalenta ao peito as formigas da revolta e da rebeldia, que todos os déspotas querem submissas e procriadoras. Só os voluntários da miséria e da submissão patriarcal querem a poesia na Arca da Aliança com a tradição pacóvia e regionalista dos pretéritos dias, glórias patrioteiras, heroicidades frustres, pirataria ignara. Todo o verdadeiro poeta despreza o pequeno monte de esterco onde o dejectaram no planeta e a que os outros chamam Pátria, e só ama os grandes continentes mares e oceanos da liberdade e do amor ..." [Pedro Oom, Poema, in Grifo, 1970]

Locais: Pedro dos Santos Oom do Vale / Actuação Escrita [Poema] / Permanência da Anarquia: a propósito de uma Antologia do Surrealismo Português

segunda-feira, 25 de abril de 2005



Bom Dia!

"Esta é a madrugada que eu esperava
0 dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"

[Sophia Mello Breyner]

sexta-feira, 22 de abril de 2005


XLIX Catálogo da Livraria Moreira da Costa

A Livraria Moreira da Costa (Rua de Avis, 30, Porto) publicou o Catálogo do Mês de Abril, que pode ser consultado on line.

Algumas referências: Origem e Evolução dos Movimentos de Capitães, de Dinis de Almeida, 1977 / Annuario Portuguez Scientifico, Litterario, ..., Typ. Universal, 1864 / Monarchicos e Republicanos, de Homem Christo, 1928 / Divina Voluptuosidade (poemas), por Jaime Cortesão, 1923 / Origem das Procissões da cidade do Porto, pelo Pe Luís de Sousa Couto, 1936 / Nas Encruzilhadas do Mundo e do tempo [Fernando Pessoa e os do seu tempo], CEP, s.d. / Mémoires de Chirurgie Militaire, et Campagnes, de D. J. Larrey, Chez J. Smith, 1812-1817, IV vols / O Renegado, por Gomes Leal, 1881 / A Traição, de Gomes Leal, 1881 [trata-se da carta que G.L. mandou a El-Rei D. Luiz sobre a venda de Lourenço Marques] / Magalhães Lima e a sua Obra, por Archer de Lima, 1911 / Os Portos Marítimos de Portugal, de Adolfo Loureiro, 1904-1924, VII vols / Conduta das operações Coloniais, por Jorge Botelho Moniz, 1944 / A Vida turbulenta do Padre José Agostinho de Macedo / Almas e Estrelas, por Fernando Pessoa, Livraria Pax, Braga (dir. de Petrus), s.d. / Antologia de Salazar, dir. de Manuel Dias da Fonseca, textos e cord. De Eduardo Freitas da Costa, 1966