domingo, 6 de maio de 2007


Sigmund Freud [n. 6 Maio 1856–1939]

"Ah!, como estas coisa são ditas / em termos freudianos!"

"Se a lei é primeiro que tudo informada por um conjunto de princípios morais, estes representam uma espécie de genitalidade da moral que é sustentada e imposta para indicar uma modalidade de contrato com o qual a lei e os corpos devem ter uma relação (...) O ideal da pessoa é o que sobretudo a instituição quer conformar; mas como o ideal envolve portanto uma dimensão especulativa (no duplo sentido); concerne por isso o espelho. Produzir sósias é, de facto, para a instituição o ideal absoluto, divino (…) A 'pessoa' é pois constituída como carecida, imperfeita e por isso instituída numa falta de submissão à lei”" [Giancarlo Ricci]

"Deus é a mulher tornada inteira" [Lacan]

"A fala, o canto, os movimentos da língua e da pena estão investidos de um simbolismo genital: a palavra representa o pénis e o movimento da língua ou da pena, o coito" [Didier Anzieu]

"O caralho pequeno, a cona frígida, o pénis-clitóris, a família assassina, os amigos canalhas: se tivesse sido diferente, teria sido possível ter! E ter-se-ia conseguido falar: ver tudo aquilo que ninguém tem, a que ponto somos todos idênticos na privação e na 'infortúnia', como cabe a cada um o mesmo mortificante baralho de cartas viciadas, graças à qual já ninguém se dá conta daquilo que realmente vive, ou poderia viver segundo a paixão incarnada, desejo concreto, vontade de se realizar. Em vez disso, contempla-se esfomeado a imagem do Outro magnífico, imensamente profuso de tudo aquilo que nos falta. A isso, pelo menos, e já é muito, sabem os amantes escapar efemeramente. Se eles se olham, é porque sabem ver-se. Desejam-se, logo reconhecem-se. Desiludem-se, logo sabem o que procuram. Odeiam-se, logo sabem que não bastam a si próprios" [Giorgio Cesarano]