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domingo, 19 de agosto de 2007


Diário de Um Quiosque

A Figueira da Foz tem um respeitável número de blogs, que animam a vida dos indígenas locais. Não é possível conhecer a agitação política e social figueirense sem acompanhar a vitalidade e as iniciativas de alguns dos seus blogs. Numa terra onde os seus paroquianos estremecem de cultura, sem a compreender e praticar, fica bem registar a "movida" bloguística local.

No Jornal de Noticias d'hoje, pela pena de José Luís de Sousa, ficámos a conhecer o curioso blog "Diário de Um Quiosque", onde se narra as (des)aventuras de "um espaço de seis metros quadrados" com ledores fidelíssimos. Sereno, junto ao monumento a Fernandes Tomás na Praça 8 de Maio, Pedro Silva, ardina por paixão, não está de sentinela aos seus leitores mas com prazer e estima consulta-os. Que o "comércio" intelectual e o gozo da escrita assim o exigem. E a Figueira agradece.

quarta-feira, 22 de junho de 2005

ANIVERSÁRIO DO AVATARES


"Recebo humildemente esta desordem
da carne, das palavras,
dos dedos brutos do tempo.
- Recebo tudo, e canto como quem deixa um sinal
maravilhoso
" [H. Hélder]

Um estilo de paixão biográfico. O desejo a raiar a felicidade. A escrita luzindo, porque "é tudo sublevado para o olhar" [Herberto, claro!]. A cordial gratidão de todos nós. Um coração excelente! Estão assim passados 2 (dois) anos de virtudes admiráveis do Avatares do Desejo. Parabéns!

[em jeito de ... "Defesa do Poeta", por Natália Correia, ali ao lado. Para o Bruno]

sexta-feira, 17 de junho de 2005

VÊM AÍ ... OS COMUNISTAS!


"Se alguma janela aberta o incomoda
peça ao condutor que a feche
" [Alexandre O'Neill]

João Miranda, o petit Dutra Faria do Blasfémias, está expungindo em redobradas postas o maligno comunismo & outros tantos ismos, livrando-nos do materialismo insano e do furor da sovietização. A chusma de gaiatos, todos piedosamente liberais, que sabem de economia libidinal, história do mercado & de poesis marxista, é laboriosamente pasmosa. Palmas! Nas suas prosaicas frivolidades, enunciadas sobre estes nossos calamitosos tempos de cárcere bolchevista, parca sementeira liberal e de pouca viril fecundação teorética, o vigário Miranda julga-se o chantre do rebanho de salvação libérrima, a luz dos indígenas lusos. A pastorícia neoliberal, assim tão caridosa entre os erradios nativos, é uma tarefa tão imperiosa, tão esmagadoramente necessária e urgente, que quase sempre se ornamentam os ânimos com o que a providência tem mais à mão: o vício do disparate.

O pasmo intelectual do jovem João, ao longo do inefável reportório de curiosidades e vistosas alegorias, legou para os vindouros a pranteada lei des débouchées, que todos desconhecem na sua aparição económica; condensou a memorável acareação entre o (seu) pai dos povos Hitler e o fascista Estaline de modo presencial & cristalino; autorizou a imortalização dos benefícios ministeriais como boa prática cristã-liberal, pelo que está inscrito; desconstruiu a fonte da riqueza abolindo qualquer construído produtivo a proletas, funcionários públicos ou mendigos, com sapiência elevada; finalizando, agora, o desabafo, grave & ilustrado, com a exigência da (re)nomeação da ponte dita 25 de Abril para a humana e reverente Ponte Salazar. Contumaz, o autor da nomeada, aventa todas as hipóteses sobre qualquer assunto ou moralidade, desde que possa escorchar na Abrilada. Porque vêm aí os russos, perdão ... os comunistas! Oh! horror! Ah! desgraça! Eia! João!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2004

À VOLTA DOS BLOGS & CIA



* João Oliveira dá missiva no seu blog sobre a produção da comunidade bloguística da zona de Aveiro * Sous les pavés, la plage - o regresso em versão blog de alguns dos fazedores do saudoso projecto Zona Non. De novo Coimbra e os seus encantamentos. Bem-vindos Rui Bebiano, Tiago Barbosa Ribeiro, Tó Lopes e Carlos Osório * Fernando Pinto Amaral, Nuno Júdice, Mário de Carvalho, Hélia Correia, Francisco José Viegas, Mia Couto, os rostos da escrita postados pela Silvana da Costa no Cometas * Regresso do Outro Eu, cada vez mais prendado e de merecida estimação. Transmissível ... sempre! * O Princípio da Atracção de Teresa Direitinho, ou o amor à luz da Ciência como nos foi indicado por um amigo. A ler, evidentemente. * Para leedores caprichosos, eis que saiu o número de Janeiro 2004 da Revista de Cultura Agulha: Ciência e surrealismo de Estela Guedes; Heidegger e Artaud: o percurso da angústia, por Wilson Coelho; Picasso versus Duchamp e a crise da arte atual, por Alberto Beutenmuller; Poesia Completa, de Cecília Meireles: a edição do centenário, por Antonio Carlos Secchin; Saramago e Drummond: o verdadeiro senhor dos arquivos, por Maurício Matos; Surrealismo e marxismo? por Claudio Willer; desenhos de Júlio Resende.

Nota: O Rio já corre. O venerável escriba do blog sem mancha e patriarca do Correio da Manhã, jornal para intelectuais debutantes ou espaço lúdico fogoso e subtil para seguir o bem e afugentar o mal, esta de volta. Com ditos sentenciosos, espirituais & morais, deu à estampa uma prudentíssima posta, bem esgalhada por sinal, que perdura entre um relato de futebol a João Marcelino e uma vigorosa discursata Bushiana, varrendo sem empacho as postumeiras dissertações do terrível Sousa Tavares. Na verdade "pretium laborum non vile". Evidentemente.

sexta-feira, 24 de outubro de 2003

BLOGALIZAÇÃO


 
"Eu nunca aderi às comunidades práticas de pregar com pregos
as partes mais vulneráveis da matéria
" [M. Cesariny]

Blogalização! - diz a Maria, com voz doce.
- Oh não, agora que um Outono desvairado de chuvas e ventos se insinua, surpreendi tiques de vernissage.
- Questão de marketing patriótico, disse ele, sussurrando.
- Dizias tu, que ali na Avenida Manning, à direita de quem sobe a Dundas vindo de Bellwoods Park, está uma alma sensível, um mestre poeta que consegue tanger as mais delicadas sensações com esse «barro» que são as letras. Afinal, "a ternura é húmida" [Raul Brandão]
- Olha, hoje ao esfregar o corpo banhado, saiu-me o Verão da epiderme e arrastei-me para o trabalho com a ligeira ressaca da praxe e imenso sono - continuava ele. "Lisbon is a bum's nightmare: you can only survive it by getting drunk" [M.V.Costa].
- Dizem que não haverá nunca um espaço que nos seja comum e isto porque parece que há cada vez menos amor pelas palavras. É que o "destino é como a guitarra, quem tem unhas toca, quem não tem é tocado" [MVC]
- Eu não. Estou feliz porque desconfio que terei um grande natal. Eu é que sou o Pipi. Have you ever been cheated?
- Praqueja, olha que o "timbre de honra é morar limpo no espanto eu pessoalmente morto" [Nemésio]. "I try to be as progressive as I can possibly be, as long as I don't have to try too hard".
- Porém, todos os sinais estão por aí, dispersos. "Toda a vulva é fechada como a expansão da noite" [MVC]
Era Outono, o cheiro a mar, o cheiro a rio, a cidade à beira mar, paisagem meritória, digna de figurar em qualquer colecção de postais ilustrados, passa em revista parte do seu repertório num piano tocado com ambivalente delicadeza.
- Também o Alberto o mete nos píncaros, gritou o homem, anda a desbravar Nelson Rodrigues. Que inveja!
- Eu já suspeitava que dali só podia vir a mais sólida clarividência. O homem não só tem conhecimento do que fala como não paro de me espantar com a forma como, dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, jorram os discursos que mais munições dão aos populistas.
- Ora adeus, "a revolução é o permanente retrocesso do sim ao seu princípio, deslumbrado" [MVC]. E, com tanta confusão mediática, alguns de nós poderiam ser levados a dar toda a atenção ao acessório e cagar-se para o essencial.
- Trogloditas ou cavernícolas, eis o que são. E, vendo bem, é muito mais proveitoso ouvir o Santana Lopes: "Ó Rodrigo, esta semana estou perplexo. E estou perplexo com quê? Estou perplexo com esta flatulência que me atacou depois do almoço.". Eis, dois "pesos-pesados" da área da mercearia fina.
- Mas a maior parte das vezes mistura 5 mentiras, duas suposições e três ilações erradas, leva tudo ao shaker e apresenta-nos uma verdade irrefutável Bestialidades, Ginástica dos maxilares, «amiguinhos» do costume. Não ponho lá os pés.
- Mas isso não é um resultado ... tão brilhante como o Benfica com o La Lumiére da semana passada, mas foi o que se conseguiu arranjar. A música até pode ser boa, mas o homem, definitivamente, não é nada cool.
- É a blogalização, repete a Maria, com "o ouvido tenso de rumor numa flor de pedra" [A. Ramos Rosa]

domingo, 21 de setembro de 2003

DOS JORNAIS & BLOGOSFERA LUSA


- Atarefados andam os jornalistas indígenas com o "fenómeno blogáctico". É vê-los atarefados à volta do PC, sofrendo essa estranha doença da confusão, de tudo o que lhes é demasiado humano. Quase em apoplexia, ar lambido de voyeur, correm a blogosfera como em dias de folguedo. Para quem há semanas não soletrava a palavra blog, é obra. E afinal, ainda "ninguém viu o motor que produz a luz". As rápidas melhoras.

- O dever e o devir dos weblogs em Braga foi, ao que dizem, uma intensa actividade multidisciplinar e há muito ansiosamente esperada nos meios intelectuais da blogosfera lusa. Ao que consta o prof. José Luis Orihuela Colliva pretende anotar, registar, recensear, ordenar, catalogar, quotar, carimbar, apreciar, regulamentar, classificar, controlar, evangelizar a narcísica blogosfera. Eis uma psicopatologia da blogosfera inquietante. A outros competirá construir uma "teoria de resistência" , em auto-serviço, experiência limite da corporalidade e dos seus encantamentos. Até lá sigamos a tecnologia do Ego.

- Enganam-se aqueles que pensam que os génios não cometem erros, assaz comezinhos. Na verdade, as instruções aos neófitos e correlativos da blogosfera lusa levadas a cabo pelo JPP sobre um inominável blog, tem, com ironia, um efeito perverso. Nós próprios caímos em pecado venial, lendo as prodigiosas, insólitas e portentosas linhas desse inominável blog, graças a JPP. Pela desdita nos penitenciámos. Assim o mestre Abrupto, face às suas extraordinárias análises, também o fizesse. Mas cremos que estará mais interessado em catequizar os seus leitores que reflectir sobre tão inconcebível estratégia. Que o céu não lhe caia em cima, é o que se deseja.

- Vasco Graça Moura, estudioso da "Internacional Pirómana" prepara-se para dar à estampa três obras notáveis: Os Últimos Dias de Portugal, Imitado de Bulwer, Edições Choque e Pavor; Escudo Laranja ou dissertação histórica, escolástica e teológica em defesa dos injustos golpes da opinião pública, Typografia Laranjal; Alfabeto por ordem de materiais, e cronologia, dos assentos, ordens, cartas, alvarás, provisões, decretos e resoluções sociais-democratas atinentes às posturas de um verdadeiro militante, constantes de livros antigos e modernos, e transladado das ditas, Typografia O Emigrante.

- Arranja-me um emprego, pode ser em Paris, concerteza, ademais não temos de estar alapados nos cadeirais do vetusto Palácio, entre a gentinha, o povo e aquele senhor que não sei o nome que me convidou para deputar, que eu sou uma artista da TV e jornalista encartada, e até sei segurar as alfaias no Alain Ducasse, vestir Christian Lacroix e ler o Fígaro, que por cá é tudo gentinha, que eu sou uma artista, e mereço mais. E mais.

- Foi acometido de forte ataque o conhecido gastrónomo MacGuffin. Com uma espinha de Daniel-Sampaismo na garganta, cedeu de imediato o flanco nas lides liberais. Na altura do acontecimento preparava-se para atacar uma miga de sardinhas à moda de Berlin. Era o requinte esperado, que Berlin nunca amargou. Só os doces.

sexta-feira, 19 de setembro de 2003

PARABÉNS CHARLOTTE



Parabéns Charlotte! Saúde e fraternidade. Beijos mil.

Faz da tua vida em frente à luz
um lúcido terraço exacto e branco,
docemente cortado
pelo rio das noites


[Sophia]

quarta-feira, 17 de setembro de 2003

À VOLTA DOS BLOGS ... AINDA OS NEURÓNIOS DE PACHECO PEREIRA


A rapaziada do Barnabé, decerto por ter a liturgia e vitalidade trostkista abalada, esquecendo a célebre divida de Marx, De omnibus dubitandum, julga ter encontrado uma cesta de neurónios do Pacheco Pereira algures na Cedofeita, chez um membro da defunta OCMLP. Ora nada mais errado. Nem os possantes neurónios de Pedro Baptista o permitiriam, mesmo agora que os doou na sua totalidade ao seu FCP.

Os putativos neurónios pachecais há muito foram entronizados pelo (também) defunto PCPml. Nada de extraordinário. Seja como for, o que se pode assegurar nesta questão é que Pires de Lima (filho) pediu de empréstimo neurónios, que a vida politica puxa muito do peito, mas não sabe de quem. Eu próprio, por vezes, tenho essa estranha sensação. No meu caso julgo que se deve ao facto de ser conservador depois do jantar, como alguém sugeriu. Nada que uma noute festiva não corrija. Deo Gratias.

quarta-feira, 18 de junho de 2003

PARA O ABRUPTO ...

Para o Abrupto, seguido de vénia:

«Já Voltaire disse um dia a Luís XV que um rei precisava de coleccionar qualquer coisa, como curiosidade e alegria do espírito. Parece que o filho do rei Sol lhe respondera.

“A única coisa que vale a pena coleccionar são mulheres. E mesmo isso tem mais de curiosidade do que de alegria”. Seja como for, todos nós coleccionamos qualquer coisa, mesmo sem dar por isso. (…) À parte a preocupação mundial de coleccionar selos e moedas, borboletas e caixas de fósforos, rótulos de hotel, bengalas e garrafas, existem alguns persistentes maduros que reuniram famosos agrupamentos de armas, espadas, azulejos, livros de memórias, baralhos de cartas, autógrafos, leques, caixas de rapé e até escovas de dentes célebres. Um amigo nosso, valenciano de alta categoria diplomática, possui um volumoso álbum de desenhos de touros, com especial particularidade de estes serem vistos e desenhados por toureiros. São, evidentemente, sanguíneas.»

[in, Corvos, Leitão de Barros e Abel Manta, Vol.II, E.N.P., s/d]