5 de Outubro de 1910 – uma evocação "
A Pátria é um princípio de solidariedade colectiva. A Pátria é uma religião" [
Sampaio Bruno]
Sob o tempo dos 97 anos passados, o dia
5 de Outubro, como outros tantos que testemunham a nossa história, converteu-se em mera jornada de lazer e esquecimento, da qual muitos, ironicamente, desconhecem a causa próxima ou o seu fausto. Percorridos os anos à "sombra das almas", de melancolia em melancolia, e consumidos os dias sem qualquer
devir nacional (material, cultural ou espiritual), o dia em que os "
arautos da nova ideia" saíram à rua repousa silenciosamente em antigos, quanto iluminados, estandartes que a
Saudade consagrou. Um mundo, assim, não findou, mesmo que se aceite, com
F. Pessoa, que "
portugueses, deixaram de haver". Um mundo, assim, é intemporal. A
Demanda, sabe-se, é por vezes "
sombra e nevoeiro".
O
Almanaque Republicano, como é mister, associa-se a esse retorno à
alta glória, de sonho tão puro, onde a nossa gente levantou "
o esplendor de Portugal". E muitos foram.
Nos próximos dias daremos
aqui, e como temos vindo a fazer, fé disso mesmo. A narrativa republicana, paixão
antiga e
sacra, será sempre entre nós uma "
cantiga de amigo". Que não acaba nem começa. Vive, apenas!
[
via Almanaque Republicano]